Pouco mais de uma hora depois de a Assembleia Legislativa aprovar o reajuste de 24% para servidores da segurança pública e o pagamento do piso salarial para professores, o governador Romeu Zema (Novo) voltou a dizer que vetará as mudanças aprovadas pelos deputados. O projeto foi aprovado com 50 votos favoráveis e nenhum contrário.
Em uma postagem em seu perfil oficial no Twitter, Zema disse que vetará qualquer valor aprovado acima dos 10,06% que o governo ofereceu como reajuste. “Não temos como pagar”, afirmou o governador.
O Projeto de Lei 3.568/22, enviado por Zema à Assembleia no dia 11 de março, sofreu alterações durante a tramitação no Legislativo. Dessa forma, os deputados estaduais aprovaram um texto substitutivo, que garante um adicional de 14% aos integrantes das forças de segurança (totalizando, portanto, 24% de reajuste) e o pagamento do piso nacional para os professores (que foi reajustado em 33%).
O texto também prevê o pagamento de um auxílio social a servidores inativos e pensionistas das forças policiais, indenização para aquisição de vestimenta para policiais civis e a garantia de anistia aos professores que aderiram à greve da categoria neste ano.
Impacto
As alterações incluídas pelos deputados estaduais podem resultar em um impacto de R$ 10,6 bilhões nos cofres públicos, de acordo com cálculos do Governo de Minas.
A proposta levada ao Legislativo pelo governador Romeu Zema (Novo) traria impacto de R$ 4,99 bilhões ao ano. O governador chegou a afirmar que esse era o “limite máximo” para aumento dos salários e que vetaria quaisquer alterações no texto que superassem o que foi proposto.
As alterações, de acordo com o Governo de Minas Gerais, impactarão em mais R$ 10,6 bilhões as contas públicas. Com isso, caso aprovado, o projeto pode causar impacto de R$ 15,6 bilhões ao ano.
Fonte: Itatiaia







