Moradores de Presidente Olegário e região devem redobrar a atenção com os golpes aplicados por meio de celulares e aplicativos de mensagens, principalmente pelo WhatsApp. Nos últimos dias, pessoas da comunidade foram vítimas de diferentes modalidades de fraudes, com prejuízos financeiros expressivos.
Em um dos casos, uma vítima perdeu mais de R$ 40 mil. Em outra ocorrência, o prejuízo ultrapassou R$ 20 mil. As situações acendem um alerta sobre a atuação de criminosos, que utilizam diferentes estratégias para enganar as vítimas, conquistar sua confiança e conseguir transferências bancárias.
Os golpistas costumam se passar por familiares, advogados, funcionários de bancos ou até mesmo utilizar fotos e informações de pessoas conhecidas para dar credibilidade às abordagens. Por isso, é fundamental desconfiar de mensagens inesperadas, pedidos de dinheiro e solicitações de dados pessoais.
Conheça os principais golpes e saiba como se proteger
1. Golpe do falso advogado
Os criminosos utilizam fotos, nomes e informações verdadeiras de advogados e escritórios de advocacia para entrar em contato com pessoas que possuem processos na Justiça. Eles informam que a vítima ganhou uma ação ou tem dinheiro a receber, mas exigem pagamentos antecipados via Pix para supostas taxas, impostos ou liberação de valores.
Como evitar: entre em contato diretamente com seu advogado pelo número que já conhece. Nunca faça pagamentos para liberar indenizações ou valores judiciais sem confirmar a informação por canais oficiais.
2. Golpe da clonagem ou WhatsApp falso
Nessa modalidade, os criminosos conseguem acesso à conta da vítima ou criam um perfil utilizando sua foto e nome. Depois, entram em contato com familiares e amigos, alegando que trocaram de número ou estão enfrentando uma emergência, e pedem dinheiro emprestado via Pix.
Como evitar: ative a confirmação em duas etapas do WhatsApp, nunca compartilhe códigos recebidos por SMS e, antes de transferir dinheiro, ligue para a pessoa por outro número ou faça uma chamada de vídeo para confirmar o pedido.
3. Golpe do falso Pix e comprovante falso
O golpista apresenta um comprovante falso de transferência ou envia uma imagem de um Pix que supostamente realizou. Em algumas situações, afirma ter feito um pagamento por engano e pede que o dinheiro seja devolvido para outra conta.
Como evitar: confira sempre o saldo e o extrato diretamente no aplicativo do banco. Não confie apenas em comprovantes enviados por mensagens. Se realmente houver um Pix recebido por engano, utilize a função de devolução do próprio banco, sem transferir para outra conta indicada pelo desconhecido.
4. Golpe da foto de visualização única
Criminosos podem enviar mensagens acompanhadas de fotos que só podem ser visualizadas uma vez, utilizando a curiosidade da vítima para iniciar uma conversa ou induzi-la a clicar em links e fornecer informações pessoais. Também podem usar esse tipo de abordagem para aplicar outros golpes.
Como evitar: não abra links suspeitos enviados junto com mensagens inesperadas, não baixe aplicativos ou arquivos desconhecidos e nunca informe senhas ou códigos de segurança. A simples visualização de uma foto de visualização única, por si só, não significa que o celular foi clonado.
5. Golpe do falso funcionário de banco
O criminoso liga ou manda mensagem se passando por funcionário da instituição financeira. Ele afirma que a conta foi invadida, que existe uma compra suspeita ou que é necessário realizar um procedimento para proteger o dinheiro. Durante a conversa, tenta conseguir senhas, códigos ou induzir a vítima a fazer transferências.
Como evitar: bancos não precisam que o cliente informe senhas ou códigos de segurança por telefone ou WhatsApp. Desligue e procure o banco pelos canais oficiais, utilizando o aplicativo ou o telefone indicado no cartão.
6. Golpe da falsa venda pela internet
Os criminosos anunciam veículos, celulares, eletrodomésticos e outros produtos por preços muito abaixo do mercado. Em algumas situações, utilizam anúncios verdadeiros, mas orientam o comprador a realizar o pagamento para uma conta de terceiros.
Como evitar: desconfie de preços muito baixos, verifique a identidade do vendedor, confira o produto pessoalmente quando possível e nunca faça pagamentos antes de confirmar a negociação e os dados do destinatário.
O que fazer se cair em um golpe?
Quem perceber que foi vítima de uma fraude deve agir rapidamente:
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Entre em contato imediatamente com o banco, pelos canais oficiais, informe a fraude e solicite o bloqueio ou as providências necessárias.
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Em caso de Pix, solicite a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED), quando aplicável.
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Registre um boletim de ocorrência na Polícia Civil.
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Guarde conversas, números de telefone, comprovantes de transferências, chaves Pix e capturas de tela.
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Avise familiares e amigos caso criminosos estejam utilizando seu nome ou sua fotografia para pedir dinheiro.
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Denuncie e bloqueie os números suspeitos no WhatsApp.
O Banco Central orienta que a vítima comunique imediatamente a instituição financeira para que seja analisada a possibilidade de recuperação dos valores transferidos.
Alerta à população
A orientação é que moradores de Presidente Olegário e região conversem com familiares, especialmente idosos, sobre os riscos dos golpes virtuais. Os criminosos estão cada vez mais preparados, utilizam informações verdadeiras das vítimas e exploram a confiança das pessoas para conseguir dinheiro.
Desconfie, confirme antes de transferir e nunca tome decisões financeiras sob pressão. Uma simples ligação para confirmar a identidade de quem está do outro lado pode evitar grandes prejuízos.
Foto: Imagem gerada por IA







